Ervas Naturais

Aproximando a Natureza

Mil Folhas

Posted by Erva e Plantas Naturais em 20 de Abril de 2011


NOME CIENTÍFICO: Achillea millefolium L.                                                                                         

 

FAMÍLIA BOTÂNICA: Asteraceae.

 

SINONÍMIA

Alevante, anador, aquiléa, aquiléia, aquiléia-mil-flores, aquiléia-mil-folhas, atroveran, botão-de-prata, erva-carpinteira, erva-carpinteiro, erva-das-cortadelas, erva-das-damas, erva-de-cortadura, erva-de-cortaduras, erva-de-são-joão, erva-do-bom-deus, erva-do-carpinteiro, erva-dos-carpinteiros, erva-dos-carreteiros, erva-dos-cortadores, erva-dos-golpes, erva-dos-militares, erva-dos-soldados, levante, macelão, marcelão, milefólia, milefólio, mil-em-rama, mil-em-ramas, milfolhada, mil-folhada, milfólio, mil-ramas, mil-ramos, novalgina, pêlo-de-carneiro, pestana-de-vênus, ponta-livre, prazer-das-damas, pronto-alívio, salvação-do-mundo.

 

HABITAT

Planta alóctone, européia. Cresce em pastagens, taludes, beira de estradas e do mar e até mesmo sobre dunas. Muito encontrada em hortas e jardins, especialmente no sul do Brasil. Ocorre até 2.500m de altitude. A partir de 1.000m de altitude apresenta porte menor e maior teor de óleos essenciais (96).

 

FITOLOGIA

É planta perene, herbácea, vivaz, tubiflora, de cepa oblíqua com rizoma delgado e fibroso, esbranquiçado ou purpúreo, que se enraíza formando novas cepas. Os caules aéreos crescem 30 a 70cm de altura. Folhas pecioladas, opostas, alternas, peninérveas, verde-claras, na primavera, e verde-escura, ao final do verão. A inflorescência é do tipo corimbo, formando pequenos capítulos florais dispostos em grupos aplainados. As flores são pedunculadas e pequenas, com cálice tubular. As flores centrais são de cor creme-claro e as lígulas, em número de cinco, brancas. Distingue-se da A. moschata por possuir as folhas estreitas.

 

CLIMA

É uma planta de clima temperado quente a subtropical. Climas úmidos favorecem o aparecimento de doenças e reduzem os princípios ativos. Desenvolve-se melhor durante a primavera e outono. É tolerante a períodos de estiagem. Não se adapta à regiões com excesso de precipitações. Prefere a luz plena. A planta é mais pronunciadamente aromática em maiores altitudes (294).

 

SOLO

Prefere solos areno-argilosos, permeáveis, férteis e bem drenados e não ácidos. Tolera solos pobres em nutrientes mas não suporta solos encharcados. Em algumas regiões a planta desenvolve-se até mesmo sobre dunas de areia (182).

 

AGROLOGIA

  • Espaçamento: 0,4 x 0,30m.
  • Propagação: estacas, sementes e divisão de rizomas. A planta emite inúmeros perfilhos, sobretudo em novembro, que servem como mudas para plantio. As estacas são enraizadas em areia ou vermiculita e as sementes são postas a germinar em bandeja de isopor contendo substrato organo-mineral. Os rizomas podem ser plantados diretamente a campo.
  • Plantio: ano todo, especialmente na primavera.
  • Adubação: 2 a 3kg/m2 de estrume de gado, composto ou húmus de minhoca.
  • Doenças: em solos muito argilosos é comum a ocorrência de bacteriose nas folhas da saia da planta.
  • Raleio: quando a densidade de rebentos é muito grande, as plantas tendem a regredir vegetativamente. Neste caso, deve-se optar pelo raleio e plantio de novas mudas.
  • Florescimento: dezembro a março.
  • Colheita: ocorre seis meses após o plantio, durante a florada. Se pretende-se colher as folhas, estas devem ser colhidas antes do florescimento. A colheita de flores é feita em plena antese.
  • Rendimento: em condições favoráveis de clima e solo pode produzir no primeiro ano até 5.500kg de planta fresca, chegando à 12.500kg no terceiro ano (182).
  • Produção de sementes: não há formação de sementes nas condições do Litoral Catarinense.

 

PARTES UTILIZADAS

Folhas, sumidades floridas e rizoma.

 

FITOQUÍMICA

Óleo essencial com azulenos, derivados terpênicos e sesquiterpênicos, taninos e glicosídeos amargos, flavonóides (epigenol e tuteolol), lactonas (257), cineol, tujona, cânfora (145), pineno, borneol, achileína (182) aquineína, ácido aquilêico (93),. O teor de óleos essenciais é de 0,18% no caule, 0,41% nas folhas e 1,67% nas flores, com base no peso seco. O teor médio de óleo essencial, de cor azulada, devido ao azuleno, é de 0,5 a 0,8% (96).

 

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS

Tônica, diurética, adstringente, excitante, emenagoga, amarga, aromática (283), antiespasmódica, expectorante, estomáquica, antiinflamatória, antidispéptica, anticelulítica, anti-reumática, cicatrizante (257), vulnerária, hepática, carminativa, hemostática, colerética (145), eupéptica, anti-hemorrágica (68), anticelulítica (128), anti-helmíntica, anti-hemorroidária, restabilizante da circulação sangüínea (93), antibiótica (294) e antisséptica.

 

INDICAÇÕES

Usada também para debilidade geral, distúrbios nervosos (283), amenorréia, úlcera interna, cólicas menstruais, varizes (257), afecções urinárias, pulmonares e dérmicas, abcesso, eczema, feridas, queimaduras, alopecia, trombose cerebral, cefalalgia (145), diarréia, adinamia, adstrição, escarlatina, escarros e vômitos sangüineos, febre intestinal e intermitente, gota, incontinência urinária, pleuris, resfriado, insônia, sarna, psoríase, manchas, acne, golpes, contusões, greta, mucosidades (32), hemorragias uterinas e dos pulmões, dores de estômago e de dente e mucosidade intestinal (271).

 

FORMAS DE USO

  • Infusão:

Þ  20g de folhas em 1 litro de água. Tomar 4 a 5 xícaras por dia (145).

Þ  25 a 30g da planta por litro de água (283).

Þ  1 a 2 colheres das de sopa da planta seca em 1 xícara de água. Tomar 1 a 2 xícaras das de chá ao dia (como emenagoga, diurética, hepática e expectorante).

  • Sumo: lavar a planta, retirar o sumo e aplicar sobre ferimentos e ulcerações (257).
  • Decocção: 2 colheres das de sopa (10g) de flores em ½ litro de água. Esquentar em fogo brando durante 30 minutos. Tomar 2 xícaras pela manhã, em jejum, e outra à noite. Aplicar compressas mornas no local afetado, 2 vezes ao dia (varizes).
  • Compressas ou cataplasmas: aplicar a planta fresca sobre o local afetado (feridas e úlceras).
  • Ablução: macerar 100g de flores e 100g de folhas durante 1 dia em 2 litros de água. Após, aquecer, sem ferver, e aplicar na área afetada por 15 minutos (hemorróida) (145).
  • Loções, fomentações e cataplasmas: utiliza-se externamente para afecções dérmicas e machucaduras
  • Pó: folhas e flores secas e pulverizadas para o tratamento de feridas recalcitrantes (32).

 

TOXICOLOGIA                                                                                                                                                            

É contra-indicada para mulheres em lactação (145). Há possibilidade de intoxicação de animais domésticos. Evitar a ação do sol na epiderme molhada com o suco da planta fresca.

 

OUTRAS PROPRIEDADES

  • É utilizada como planta ornamental.
  • Constitui-se em excelente substrato de composto biodinâmico.
  • Substrato: as folhas são ótimas para compostagem.
  • As folhas maceradas, podem ser usadas contra brocas e fungos.
  • A planta é fitoestimulante na produção de óleos essenciais de espécies companheiras aromáticas (68)
  • A indústria utiliza a planta na fabricação de licores e aromatizantes (294).

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