Ervas Naturais

Aproximando a Natureza

Poejo

Posted by Erva e Plantas Naturais em 11 de Abril de 2011


NOME CIENTÍFICO: Mentha pulegium L. 

FAMÍLIA BOTÂNICA: Lamiaceae.

SINONÍMIA: Erva-de-são-lourenço, hortelã-da-folha-miúda, menta-selvagem, poejo, poejo-das-hortas, poejo-real.

HABITAT

Espécie alóctone, originária da Europa, porém há muito tempo adaptada às condições brasileiras, crescendo subespontaneamente em solos úmidos.

FITOLOGIA

Planta herbácea, vivaz, prostrada, perene, pilosa ou glabrescente que cresce de 10 a 50cm em altura. As folhas são pequenas, curtamente pecioladas, opostas, obtusas ou subagudas, denticuladas ou quase inteiras, redondo-ovaladas, aromáticas. A inflorescência é racimosa, composta de flores lilases, em numerosos verticilos, todos axilares, multifloros, bastante compactos. O cálice é viloso, tubuloso, com a goela fechada por pêlos coniventes, sublabiado, com 5 dentes desiguais, os dois inferiores mais estreitos. Carpelos ovóides, lisos. A planta exala um aroma peculiar.

SOLO

As mudas desenvolvem-se melhor em solos adubados com matéria orgânica e com um bom teor de umidade. Em solos arenosos a planta tende a amarelar e o crescimento é pouco vigoroso. Solos ácidos são prejudiciais à planta.

AGROLOGIA

  • Espaçamento : 0,3 x 0,3m.
  • Propagação: ramos radicantes e rizoma da planta matriz, que são plantados diretamente em canteiros.
  • Plantio: primavera e outono.
  • Hidroponia: é bastante indicada para o cultivo hidropônico, pois melhora a qualidade do produto colhido, proporciona até 6 cortes ao ano e facilita a colheita. A solução hidropônica indicada é a mesma utilizada para a alface.
  • Mulching: para facilitar a colheita de ramos e folhas de melhor qualidade, o solo pode ser coberto com uma cobertura inerte (filme plástico preto, perfurando-se apenas os pontos de plantio da muda, palha, casca de arroz, etc.). Tal medida evita o crescimento de ervas daninhas e mantém a umidade do solo.
  • Adubação: a planta responde bem à adubação orgânica. Utilizar 2 a 3kg/m2 de húmus de minhoca ou estrume animal, bem curtido.
  • Desenvolvimento: no inverno as plantas revestem densamente o solo à guisa de gramados, enquanto que ao final do inverno as plantas tornam-se mais eretas e ocorre a diferenciação floral a partir da primavera. O caule é extremamente radicante, lançando raízes a intervalos de 1 a 2cm.
  • Colheita: é dificultada, no inverno, pelo crescimento das folhas que crescem rente ao solo. Colhe-se 2 a 3 meses após o plantio, no inverno.

PARTES UTILIZADAS

Toda a planta.

FITOQUÍMICA

Pulegona, mentona-piperitona, borneol, carvona, acetato de metila (257), flavonóides, fenol, tanino,  mentol, carvacrol, óleo essencial de poleganona (94%), cineol (145), dipenteno, piperitenona, timol e eugenol (120).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS

Carminativa, estomáquica, emenagoga, antiespasmódica, expectorante, antisséptica (258), anti-hidrópica (257), analgésica, anestésica, cicatrizante, digestiva (294), diaforética, eupéptica, béquica, balsâmica, (68), antigripal (145), vermífuga (93), antidiarréica (32), giardicida, trichomonicida, amebicida e tônica (1).

INDICAÇÕES

Indicada para debilidade do sistema nervoso, resfriado, dores reumáticas, insônia (145), acidez do estômago, arroto, enjôo, embaraço gastrointestinal, fermentações, hidropisia (32), catarro, coqueluche, bronquite (68).

FORMAS DE USO

  • Infusão:

Þ  colocar 20g da planta fresca em 1 litro de água ou 4 a 5g por xícara das de chá, ou ainda 1 a 2g da planta seca por xícara das de chá. Tomar 1 a 2 xícaras por dia. O infuso, se tomado 10 minutos antes das refeições, juntamente com o suco de 1/2 limão, estimula as funções gástricas (258).

Þ  15g de folhas e flores em 1 litro de água. Tomar 4 a 5 xícaras ao dia.

  • Pó ou xarope: tomar 3 vezes ao dia (vermes).
  • Decôcto: ferver 1 a 2 colheres das de chá em 1 xícara das de chá. Tomar 3 xícaras ao dia (68).
  • Colutório: ferver por 2 colheres das de sopa da planta em ½ litro de água. Apagar o fogo e abafar por 15 minutos. Coar e adicionar 1 copo de vinagre. Fazer bochechos (294).

TOXICOLOGIA

Não deve ser utilizada por lactentes e crianças pois pode causar dispnéia e asfixia. (385). A pulegona, presente na planta, é tóxica, em altas doses, afetando principalmente o fígado (145), mas também com ação paralisante sobre o bulbo raquidiano (294). O borneol, presente na planta, é contra-indicado para grávidas, especialmente nos três primeiros meses (258).

OUTRAS PROPRIEDADES

  • A planta afugenta pulgas e mosquitos.
  • É utilizada para o preparo de licores (163).

 

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