Ervas Naturais

Aproximando a Natureza

Sálvia-do-Rio-Grande

Posted by Erva e Plantas Naturais em 10 de Abril de 2011


NOME CIENTÍFICO: Lippia alba [Mill.] N.E. Brown. Ex Britt. e Wils.

FAMÍLIA BOTÂNICA: Verbenaceae.

SINONÍMIA

Alecrim, alecrim-do-campo, alecrim-do-mato, alecrim-selvagem, camará, capitão-do-mato, chá-da-febre, chá-de-estrada, chá-de-frade, chá-de-pedestre, chá-de-tabuleiro, chá-do-rio-grande-do-sul, cidrão, cidreira, cidreira-brava, cidreira-capim, cidreira-crespa, cidreira-falsa, cidreira-melissa, cidrila, cidrilha, cidró, erva-cidreira, erva-cidreira-do-campo, erva-cidreira-brasileira, erva-cidreira-falsa, falsa-melissa, salsa-brava, salva, salva-brava, salva-do-brasil, salva-limão, sálvia, sálvia-da-gripe.

HABITAT

Espécie autóctone de regiões neotropicais, que cresce em áreas ruderais e sub-bosques do sul do Brasil, próxima a rios e lagos. Ocorre em altitudes de até 1.800m (179).

FITOLOGIA

Planta arbustiva ou subarbustiva perene, ereta quando jovem e arqueado-penduladas quando adultas. O caule é muito ramificado, formando moitas de 1,5 a 2m de altura. É frágil, retilíneo ou curvo, com ramos engalhados, acizentados, cilíndricos e sulcados. Os ramos novos são pubescentes e os velhos glabros e radicantes, quando encostam no solo. As folhas são oblongo-agudas, opostas, peninervas, bordos serrilhados, mais pelífera e glandulosa na face dorsal, olentes, com 2 a 7cm de comprimento e com forte aroma de limão, lima ou menta. Inflorescências axilares, solitárias ou raras vezes em pares. As flores são hermafroditas, róseo-violáceas, pedunculadas, axiais, bracteadas e reunidas em capítulos. As flores aparecem na periferia das inflorescências, são fortemente zigomorfas. O fruto é uma cápsula seca, com exocarpo. A raiz é axial a atinge 30 cm de comprimento.

CLIMA

A planta não tolera regiões frias ou muito quentes. Prefere regiões subtropicais.

SOLO

Vegeta preferencialmente em solos de aluvião, arenosos, ricos em matéria orgânica.

AGROLOGIA

  • Espaçamento : 1,5 x 1,20m.
  • Propagação: ocorre tanto via sementes como por estacas dos ramos. A produção de sementes é irregular e escassa, optando-se pela estaquia, cujo enraizamento ocorre em duas semanas. Enraizar as estacas em substrato organo-mineral.
  • Plantio: setembro a dezembro.
  • Adubação: 1kg/planta de cama de aviário.
  • Reguladores de crescimento: pode-se aumentar o peso a área foliar com pulverizações com etrel, 2.000ppm (408).
  • Doenças: em épocas muito chuvosas ou com umidade relativa alta, ocorre o fungo da ferrugem (Puccinia alba), que afeta a qualidade das folhas e a produção.
  • Poda: devido ao crescimento muito vigoroso, as plantas devem ser conduzidas através de podas de formação e limpeza.
  • Colheita: 5 a 6 meses após o plantio, podendo-se proceder até 3 colheitas por ano.

PARTES UTILIZADAS

Folhas e sumidades floridas.

FITOQUÍMICA

Saponinas (93), taninos iridóides, flavonóides e alcalóides desconhecidos (175). O óleo essencial, cujo teor médio é de 1,2%, reúne geraniol (34,1%), neral (23%), b-cariofileno (6%), metilheptenona (5,8%), citronelol (5,2%), geranial (4,1%), borneol (2,6%), óxido de cariofileno (2,5%), allo-aromadendreno (2,4%), cis-a-bisaboleno (2,1%), germacreno D (2%), nerol (1,6%), linalol (1,1%), citronelal (0,7%), limoneno (0,4%), isobutilato de geranilo (0,4%), cubenol (0,3%), trans-ocimeno (0,2%); butirato de geranilo (0,2%), eugenol (0,2%), I-octen-3-ol (0,2%), copaeno (0,1%), lipiona, alcanfor, dihidrocarvona, 1,8-cineol, citral, acetato de citronelol, p-cimeno, metildecilcetona, mirceno, metiloctil-cetona, a e b-pineno, piperitona, sabineno, a-terpineol (Hegnauer, apud 179), cimol, ácidos fenólicos (8) e a-cubebeno (120). Segundo 96, o teor de essência nas folhas secas é de 0,24%, contendo principalmente geraniol (29,92) e b-cariofileno (26,62%).

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS

Béquica, antidiarréica, antiartrítica, antiemética, anti-hipertensora, antidispéptica (179), sedante gastrointestinal, sudorífica, expectorante, emenagoga (299), analgésica, sedativa (408), antidiabética, diaforética, antiespasmódica em cólicas hepáticas (151), antiabortiva, fortificante cerebral, do útero e dos nervos (32), hipnótica, ansiolítica (56), antiasmática (257), relaxante do sistema nervoso, calmante, desintoxicante, morfética, peitoral, estomáquica, antigripal (120), carminativa, relaxante nervosa, indutora do sono (9), antidiarréica (130), digestiva, antisséptica e anti-hemorroidária.

INDICAÇÕES

Indicada para o resfriado, afecções hepáticas, cólica, estomatite, indigestão, flatulência, náusea, laringite, catarro, enfermidades venéreas, afecções da pele e das  mucosas, dores musculares, fluxo vaginal,  recuperação pós-parto (179), colite e dores reumáticas (303).

FARMACOLOGIA

Hipnótica e ansiolítica (56). Os extratos etanólicos das folhas frescas por via intragástrica em ratos, na dose de 1,0g/kg, apresentam atividade analgésica. A infusão aquosa das folhas não demonstrou atividade sedante ou hipnótica ou ainda potencializadora do sono em ratos, na dose de 32g/kg. A atividade adstringente e anti-séptica justificam seu uso efetivo no tratamento pós-parto (312). As propriedades analgésicas da planta devem-se aos óleos essenciais, que proporcionam também um incremento de salivação e calor, atenuando transtornos digestivos e cólicas. O alto conteúdo de alcanfor no óleo essencial habilita a planta a qualidade de bom expectorante e mitigante de transtornos respiratórios (179). Apresenta ainda atividade citostática  e redutora do tônus intestinal (120).

ATIVIDADE BIOLÓGICA

O óleo essencial das folhas possui atividade contra Trichophyton mentagrophytes, Candida albicans, Neurospora crassa (58) e tem um efeito peitoral. As folhas apresentam atividade contra fungos fitopatogênicos (Dreschlera oryzae, Fusarium moniliforme) e insetos de grãos armazenados (174). A tintura das folhas apresenta atividade antimicrobiana contra Staphylococcus aureus (62). O macerado hidroalcoólico das folhas atua contra Staphylococcus aureus, Streptococcus pneumoniae, Streptococcus pyogenes e Salmonella typhi, in vitro (61).

FORMAS DE USO

  • Infusão: 1 colher das de sopa de folhas frescas para cada ½ litro de água. Tomar 4 a 6 xícaras das de chá ao dia (257).

TOXICOLOGIA 

A infusão das folhas e flores não produziu a mortalidade de ratos, mesmo em doses superiores a 67g/kg (179). Constatou-se atividade citotóxica em cachorros, utilizando extratos etanólicos a 50% por via intravenosa (58). Não se recomenda para os hipotensos (257). Os efeitos tóxicos causados pela administração do óleo essencial tais como diarréia, náuseas e vômitos, só foram verificados em doses muito altas (255).

OUTRAS PROPRIEDADES

  • A planta é melífera
  • Utilizada em culinária.

 

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