Ervas Naturais

Aproximando a Natureza

como desidratar ervas e plantas

Posted by Erva e Plantas Naturais em 23 de Abril de 2011

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A erva deve ser lavada em água corrente,

A planta deve ser pendurada ou colocada sobre papel ,

O local deve ser protegido do sol,

A planta estará completamente desidratada quando estiver quebradiça.

Para transformar ervas e plantas em pó, após desidratada a planta pode ser moída em liquidificador ou em pilão, até virar pó.

Caso queira retirar os pedaços maiores, só peineirar.

especiarias

Aprenda a cultivar temperos em pequenos recipientes[link]

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Mil Folhas

Posted by Erva e Plantas Naturais em 20 de Abril de 2011


NOME CIENTÍFICO: Achillea millefolium L.                                                                                         

 

FAMÍLIA BOTÂNICA: Asteraceae.

 

SINONÍMIA

Alevante, anador, aquiléa, aquiléia, aquiléia-mil-flores, aquiléia-mil-folhas, atroveran, botão-de-prata, erva-carpinteira, erva-carpinteiro, erva-das-cortadelas, erva-das-damas, erva-de-cortadura, erva-de-cortaduras, erva-de-são-joão, erva-do-bom-deus, erva-do-carpinteiro, erva-dos-carpinteiros, erva-dos-carreteiros, erva-dos-cortadores, erva-dos-golpes, erva-dos-militares, erva-dos-soldados, levante, macelão, marcelão, milefólia, milefólio, mil-em-rama, mil-em-ramas, milfolhada, mil-folhada, milfólio, mil-ramas, mil-ramos, novalgina, pêlo-de-carneiro, pestana-de-vênus, ponta-livre, prazer-das-damas, pronto-alívio, salvação-do-mundo.

 

HABITAT

Planta alóctone, européia. Cresce em pastagens, taludes, beira de estradas e do mar e até mesmo sobre dunas. Muito encontrada em hortas e jardins, especialmente no sul do Brasil. Ocorre até 2.500m de altitude. A partir de 1.000m de altitude apresenta porte menor e maior teor de óleos essenciais (96).

 

FITOLOGIA

É planta perene, herbácea, vivaz, tubiflora, de cepa oblíqua com rizoma delgado e fibroso, esbranquiçado ou purpúreo, que se enraíza formando novas cepas. Os caules aéreos crescem 30 a 70cm de altura. Folhas pecioladas, opostas, alternas, peninérveas, verde-claras, na primavera, e verde-escura, ao final do verão. A inflorescência é do tipo corimbo, formando pequenos capítulos florais dispostos em grupos aplainados. As flores são pedunculadas e pequenas, com cálice tubular. As flores centrais são de cor creme-claro e as lígulas, em número de cinco, brancas. Distingue-se da A. moschata por possuir as folhas estreitas.

 

CLIMA

É uma planta de clima temperado quente a subtropical. Climas úmidos favorecem o aparecimento de doenças e reduzem os princípios ativos. Desenvolve-se melhor durante a primavera e outono. É tolerante a períodos de estiagem. Não se adapta à regiões com excesso de precipitações. Prefere a luz plena. A planta é mais pronunciadamente aromática em maiores altitudes (294).

 

SOLO

Prefere solos areno-argilosos, permeáveis, férteis e bem drenados e não ácidos. Tolera solos pobres em nutrientes mas não suporta solos encharcados. Em algumas regiões a planta desenvolve-se até mesmo sobre dunas de areia (182).

 

AGROLOGIA

  • Espaçamento: 0,4 x 0,30m.
  • Propagação: estacas, sementes e divisão de rizomas. A planta emite inúmeros perfilhos, sobretudo em novembro, que servem como mudas para plantio. As estacas são enraizadas em areia ou vermiculita e as sementes são postas a germinar em bandeja de isopor contendo substrato organo-mineral. Os rizomas podem ser plantados diretamente a campo.
  • Plantio: ano todo, especialmente na primavera.
  • Adubação: 2 a 3kg/m2 de estrume de gado, composto ou húmus de minhoca.
  • Doenças: em solos muito argilosos é comum a ocorrência de bacteriose nas folhas da saia da planta.
  • Raleio: quando a densidade de rebentos é muito grande, as plantas tendem a regredir vegetativamente. Neste caso, deve-se optar pelo raleio e plantio de novas mudas.
  • Florescimento: dezembro a março.
  • Colheita: ocorre seis meses após o plantio, durante a florada. Se pretende-se colher as folhas, estas devem ser colhidas antes do florescimento. A colheita de flores é feita em plena antese.
  • Rendimento: em condições favoráveis de clima e solo pode produzir no primeiro ano até 5.500kg de planta fresca, chegando à 12.500kg no terceiro ano (182).
  • Produção de sementes: não há formação de sementes nas condições do Litoral Catarinense.

 

PARTES UTILIZADAS

Folhas, sumidades floridas e rizoma.

 

FITOQUÍMICA

Óleo essencial com azulenos, derivados terpênicos e sesquiterpênicos, taninos e glicosídeos amargos, flavonóides (epigenol e tuteolol), lactonas (257), cineol, tujona, cânfora (145), pineno, borneol, achileína (182) aquineína, ácido aquilêico (93),. O teor de óleos essenciais é de 0,18% no caule, 0,41% nas folhas e 1,67% nas flores, com base no peso seco. O teor médio de óleo essencial, de cor azulada, devido ao azuleno, é de 0,5 a 0,8% (96).

 

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS

Tônica, diurética, adstringente, excitante, emenagoga, amarga, aromática (283), antiespasmódica, expectorante, estomáquica, antiinflamatória, antidispéptica, anticelulítica, anti-reumática, cicatrizante (257), vulnerária, hepática, carminativa, hemostática, colerética (145), eupéptica, anti-hemorrágica (68), anticelulítica (128), anti-helmíntica, anti-hemorroidária, restabilizante da circulação sangüínea (93), antibiótica (294) e antisséptica.

 

INDICAÇÕES

Usada também para debilidade geral, distúrbios nervosos (283), amenorréia, úlcera interna, cólicas menstruais, varizes (257), afecções urinárias, pulmonares e dérmicas, abcesso, eczema, feridas, queimaduras, alopecia, trombose cerebral, cefalalgia (145), diarréia, adinamia, adstrição, escarlatina, escarros e vômitos sangüineos, febre intestinal e intermitente, gota, incontinência urinária, pleuris, resfriado, insônia, sarna, psoríase, manchas, acne, golpes, contusões, greta, mucosidades (32), hemorragias uterinas e dos pulmões, dores de estômago e de dente e mucosidade intestinal (271).

 

FORMAS DE USO

  • Infusão:

Þ  20g de folhas em 1 litro de água. Tomar 4 a 5 xícaras por dia (145).

Þ  25 a 30g da planta por litro de água (283).

Þ  1 a 2 colheres das de sopa da planta seca em 1 xícara de água. Tomar 1 a 2 xícaras das de chá ao dia (como emenagoga, diurética, hepática e expectorante).

  • Sumo: lavar a planta, retirar o sumo e aplicar sobre ferimentos e ulcerações (257).
  • Decocção: 2 colheres das de sopa (10g) de flores em ½ litro de água. Esquentar em fogo brando durante 30 minutos. Tomar 2 xícaras pela manhã, em jejum, e outra à noite. Aplicar compressas mornas no local afetado, 2 vezes ao dia (varizes).
  • Compressas ou cataplasmas: aplicar a planta fresca sobre o local afetado (feridas e úlceras).
  • Ablução: macerar 100g de flores e 100g de folhas durante 1 dia em 2 litros de água. Após, aquecer, sem ferver, e aplicar na área afetada por 15 minutos (hemorróida) (145).
  • Loções, fomentações e cataplasmas: utiliza-se externamente para afecções dérmicas e machucaduras
  • Pó: folhas e flores secas e pulverizadas para o tratamento de feridas recalcitrantes (32).

 

TOXICOLOGIA                                                                                                                                                            

É contra-indicada para mulheres em lactação (145). Há possibilidade de intoxicação de animais domésticos. Evitar a ação do sol na epiderme molhada com o suco da planta fresca.

 

OUTRAS PROPRIEDADES

  • É utilizada como planta ornamental.
  • Constitui-se em excelente substrato de composto biodinâmico.
  • Substrato: as folhas são ótimas para compostagem.
  • As folhas maceradas, podem ser usadas contra brocas e fungos.
  • A planta é fitoestimulante na produção de óleos essenciais de espécies companheiras aromáticas (68)
  • A indústria utiliza a planta na fabricação de licores e aromatizantes (294).

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Mimo de Vênus

Posted by Erva e Plantas Naturais em 20 de Abril de 2011

 

NOME CIENTÍFICO: Hibiscus rosa-sinensis L. 

 

FAMÍLIA BOTÂNICA: Malvaceae.

 

SINONÍMIA

Amor-de-homens, amor-dos-homens, aurora, brincos, brincos-de-vênus, firmeza-dos-homens, graxa-de-estudante, graxa-de-soldado, hibisco, pampoela, pampulha, papoula, rosa-da-china.

 

HABITAT

Planta originária da China e aclimatada em todo Brasil, sobretudo em arborização de avenidas, parques e jardins.

 

FITOLOGIA

Planta arbustiva grande ou árvore pequena, ramificada, de caule redondo. Folhas ovaladas, sutilmente cordadas na base, crenadas, ápice acuminado e base obtusa. Flores vermelhas, grandes, com tubo estaminal medindo 8 a 9cm de comprimento e corola com 14 a 15cm de diâmetro.

 

CLIMA

Embora seja de clima temperado quente, adapta-se bem ao clima subtropical e até ao tropical. É heliófita.

 

SOLO

Prefere solos férteis, bem drenados. Não tolera solos ácidos.

 

AGROLOGIA

  • Ambiente: o cultivo pode ser feito à beira de regatos, lagoas, cercas e estradas.
  • Espaçamento: 3 x 2m.
  • Propagação: estacas dos ramos. As estacas são enraizadas em areia ou vermiculita e aclimatadas sob telado de sombrite com 70% de sombra.
  • Adubação: 1kg/planta de cama de aviário.
  • Plantio: primavera.
  • Colheita: inicia aos 14 a 15 meses após o plantio.

 

PARTES UTILIZADAS

Flores.

 

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS

Antiinflamatória, anafrodisíaca, adstringente (215) e oftálmica (271).

 

INDICAÇÕES

Indicadas para insônia (120), oftalmias (uso tópico) e inflamações da garganta e dos olhos (215).

 

OUTRAS PROPRIEDADES

  • As flores fornecem uma tinta escarlate utilizada em culinária e como cosmético para a pintura das sobrancelhas.
  • Utilizada como graxa vegetal de sapatos, por conferir lustro ao couro.
  • As folhas são muito apreciadas pelos coelhos (93).

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Mirra

Posted by Erva e Plantas Naturais em 20 de Abril de 2011

 

NOME CIENTÍFICO: Chenopodium sp.  

 

FAMÍLIA BOTÂNICA: Chenopodiaceae.

 

HABITAT

Ocorre em áreas de restinga, crescendo sobre dunas baixas estabilizadas, associadas com Plantago catharinea, Smilax sp. (salsaparrilha-da-praia), Epidendrum mosenii e outras espécies halófitas.

 

FITOLOGIA

Planta herbácea, anual, ereta quando jovem, ascendente, multiramosa, glandular, muito aromática e medindo 15 a35cm de altura. O aroma da planta lembra a erva-de-santa-maria (Chenopodium ambrosioides). Folhas verde-pálidas na dace ventral e glauca na dorsal. São curto-pecioladas e o tamanho diminui da parte basal para a apical. Em média, medem 2 a 3cm de comprimento. O limbo é lanceolado ou ovado-oblongo, espesso, crenado, com crenas largas. As flores são sésseis, numerosas, aglomeradas em espigas axilares ou terminais. Perianto fendido junto à base, formando 3 a 7 lóbulos. Fruto dorsalmente achatado, sucoso, avermelhado quando maturo, medindo cerca de 0,8mm de diâmetro. Semente com cerca de 1mm de diâmetro, brilhante.

 

SOLO

Prefere solos arenosos, neutros à alcalinos e aerados. Não tolera solos encharcados, ácidos e compactados.

 

AGROLOGIA

  • Espaçamento: 0,4 x 0,3m.
  • Propagação: sementes. Semear em bandejas de isopor contendo substrato organo-mineral. A germinação ocorre de 6 a 10 dias.
  • Plantio: setembro a outubro. As mudas são transplantadas 40 dias após a emergência.
  • Adubação: 3kg/m2 de cama de aviário.
  • Mulching: para evitar-se o contato das folhas com o solo, cobri-lo com palhas, casca de arroz ou plástico preto. O contato direto das folhas com a umidade do solo favorece à ocorrência da Cercospora sp.
  • Florescimento: fevereiro a março.
  • Colheita: 4 a 5 meses após o plantio. Deve-se colher durante os períodos mais secos do ano, após o secamento do orvalho, preferencialmente entre as 9:00 e 11:00h da manhã. Evitar colher em dias com neblina ou com muita umidade.

 

PARTES UTILIZADAS

Folhas, livres de doenças e resíduos.

 

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS

É aromática e analgésica tópica.

 

INDICAÇÕES

Indicada para contusões, entorses, torcicolo e nevralgias em geral.

 

FORMAS DE USO

  • Alcolatura: deixar macerar 50g de folhas frescas em 1 litro de álcool, durante 10 dias. Após este período, coar e armazenar em recipiente de vidro escuro. Fazer massagens sobre áreas doloridas do corpo, utilizando algodão embebido na alcolatura.

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Murta de Cheiro

Posted by Erva e Plantas Naturais em 20 de Abril de 2011


NOME CIENTÍFICO: Murraya paniculata (L.) Jack. 

 

FAMÍLIA BOTÂNICA: Rutaceae.

 

SINONÍMIA

Jasmim-laranja, jasmim-murta, murta, murta-da-índia, murta-de-jardim, murta-dos-jardins.

 

HABITAT

Espécie alóctone, de origem asiática (Japão) e polinésica (Austrália e Polinésia).

 

FITOLOGIA

Planta arbustiva grande ou pequena árvore. perene, ereta, ramosa, compacta, que cresce de 3 a 5m de altura. Folhas imparipenadas, composta de folíolos ovais-elípticos, verde-escuros, brilhantes, obtusos. Flores pequenas, pentâmeras, brancas, perfumadas, dispostas em cimeiras axilares. Fruto tipo baga ovóide, acuminado, medindo cerca de 1cm de comprimento por 0,7mm de diâmetro.

 

CLIMA

Prefere regiões de clima ameno, onde a média anual não passe dos 20oC. É heliófita.

 

SOLO

Profundos, neutros, aerados, porosos, bem drenados e ricos em matéria orgânica.

 

AGROLOGIA

  • Espaçamento: 3 x 3m.
  • Propagação: sementes e estacas. As estacas são enraizadas em areia ou vermiculita e as sementes são postas a germinar em bandeja de isopor contendo substrato organo-mineral. Em ambos os casos, produzir as mudas sob telado de sombrite a 70% de sombra, sob irrigação por nebulização.
  • Plantio: outono e primavera.
  • Adubação: 1kg/planta de composto orgânico ou húmus de minhoca
  • Florescimento: março a abril.
  • Colheita: inicia a partir do terceiro ano de cultivo.

 

PARTES UTILIZADAS

Casca e folhas.

 

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS

Adstringente, antiofídica, estimulante (93) e tônica (271).

 

OUTRAS PROPRIEDADES

  • As flores fornecem essência aromática para perfumaria.
  • A casca é utilizada em cosmética e fornece corante preto.
  • A planta é ornamental, utilizada em parques e jardins externos.
  • A madeira é amarela, pesada e muito dura.

Hospeda o fungo Phoma murrayae (93).

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Mussambê

Posted by Erva e Plantas Naturais em 20 de Abril de 2011


NOME CIENTÍFICO: Cleome spinosa L.  


FAMÍLIA BOTÂNICA: Capparidaceae.

 

SINONÍMIA

Beijo-fedorento, brejo-fedorento, mussambê-miúdo, mussambê-de-espinho, muçambé-de-sete-folhas, muçaimbê, mussambé-miúdo, sete-marias, sete-sangrias, taraitaia.

 

HABITAT

Espécie alóctone, originária da América Central. Cresce espontaneamente à margem dos rios. No Brasil, cresce subespontaneamente nas regiões setentrionais. É cultivada em jardins.

 

FITOLOGIA

Planta semi-arbustiva,  perene, espinhenta, que cresce de 1,0 a 1,6m de altura. Caule reto, cilíndrico, com a parte basal lenhosa. Folhas basais alternas, palmatipartidas, nervuras proeminentes na face dorsal, longo-pecioladas, medindo 7 a 9cm de diâmetro. Na parte superior do caule encontram-se brácteas foliares, sésseis e curto-pecioladas, simples e ovaladas. Ocorrem acúleos de extremidade curva, em pares, na base das folhas e brácteas. Inflorescência terninal, reunindo flores isoladas na base das brácteas foliares. As flores apresentam pétalas ovaladas e filetes violáceos, brancos ou róseos.  O fruto é uma síliqua cilíndrica que mede de 7 a 12cm. Semente globosa, semelhante a um caracol, fosca, castanho-escura e glabra. As folhas e brácteas são revestidas de glândulas oleíferas que exalam um aroma desagradável.

 

CLIMA

É de clima subtropical úmido. É esciófita e higrófita.

 

SOLO

Prefere solos úmidos, arenosos, férteis e pouco ácidos.

 

AGROLOGIA

  • Espaçamento: 0,7 x 0,4m.
  • Propagação: sementes. As sementes são postas a germinar em bandeja de isopor contendo substrato organo-mineral.
  • Plantio: outono.
  • Adubação: 0,5kg/planta de cama de aviário.
  • Consórcio: o cultivo poderá ser feito com outras culturas de porte maior, que proporcionem um certo grau de sombreamento.
  • Colheita: inicia-se a partir do 4 mês após o tranplante.

 

PARTES UTILIZADAS

Folhas e flores.

 

FITOQUÍMICA

Brassicina (9).

 

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS

As folhas e flores são tônicas digestivas e a raiz é béquica e antiasmática (9). As folhas são estimulantes, antiblenorrágicas e antileucorréicas (271). As folhas, quando contusas e aplicadas sobre a pele, são rubefacientes. A planta inteira é excitante do aparelho digestivo e vulnerária (242).

 

INDICAÇÕES

As raízes são úteis contra a bronquite e o sumo das folhas serve para otites supuradas e lavagem de feridas (9). As folhas são utilizadas em feridas e para orquites (271).

 

OUTRAS PROPRIEDADES

  • A planta é ornamental em jardins.

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Oficial da Sala

Posted by Erva e Plantas Naturais em 20 de Abril de 2011

 

NOME CIENTÍFICO:  Asclepias curassavica L.  

 

FAMÍLIA BOTÂNICA: Asclepidaceae.

 

SINONÍMIA

Algodãozinho-do-campo, algodãozinho-do-mato, camará-bravo, capitão-de-sala, capitão-da-sala, cavalheiro-da-sala, cega-olho, cega-olhos, chibança, dona-joana, erva-de-paina, erva-de-rato, erva-de-satã, erva-leiteira, falsa-erva-de-rato, flor-de-sapo, ipecacuanha-brava, ipecacuanha-das-antilhas, ipecacuanha-falsa, leiterinha, mané-mole, margaridinha, margaridinha-leiteira, mata-olho, paina-de-sapo, paina-de-seda, paininha.

 

HABITAT

Espécie autóctone da América Latina, crescendo espontaneamente em pastos, a beira de estradas e áreas ruderais.

 

FITOLOGIA

Planta herbácea perene, lactescente, com cerca de 1,0 a 1,30m de altura. Caule cilíndrico, ereto, articulado e ramoso. Folhas opostas, quase glabras, pálidas na face dorsal, membranáceas, lisas, pecioladas, lanceoladas, aguadas em ambas extremidades, medindo cerca de 10 a 12cm de comprimento. Inflorescência em umbelas bracteadas, longo-pedunculadas, axilares e no ápice da planta. As flores apresentam pétalas vermelhas e petalóides amarelo-alaranjados, reflexos. O fruto é uma cápsula fusiforme, bilocular, glabra, deiscente, medindo 6 a 7cm de comprimento e contendo muitas sementes castanhas, ciliadas.

 

CLIMA

Desenvolve-se bem tanto em regiões tropicais até em temperadas quentes.

 

SOLO

É pouco exigente, adaptando-se mesmo nos argilosos, ácidos e úmidos.

 

AGROLOGIA

  • Espaçamento : 0,6 x 0,4m.
  • Propagação: sementes. As sementes são postas a germinar em bandeja de isopor contendo substrato organo-mineral.
  • Plantio: março a abril.
  • Adubação: a planta é muito rústica, dispensando adubações.
  • Pragas: é atacada pela lagarta Papilio teratii, Diaspis cordiae e pelo pulgão Aphis nerii (93).
  • Colheita: 3 a 4 meses após o plantio.

 

PARTES UTILIZADAS

Folhas, raízes e látex.

 

FITOQUÍMICA

Asclepiadina (93).

 

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS

O látex é purgativo, emético, tônico cardiovascular em doses mínimas. São atribuídas às raízes propriedades sudoríficas, febrífugas, vermífugas, antiasmáticas, anti-hemorroidárias, antidiarréicas, antileucorréicas e antiblenorrágicas. A planta inteira, sêca e pulverizada, é hemostática (93). As raízes são bernicidas (242).

 

INDICAÇÕES

As folhas machucadas são usadas sobre as feridas para cicatrização rápida. O látex é indicado para hiposistolia cardíaca e astenia vascular. As raízes são indicadas para combater o panarício (93). Compressas das folhas são indicadas para úlceras e feridas carnosas. O látex cauteriza verrugas (271).

 

TOXICOLOGIA 

O látex é cáustico, causando sérias inflamações oftálmicas. A asclepiadina é um veneno convulsivo dos músculos lisos e do coração. O macerado do caule prova nos animais de sangue quente parada da respiração, convulsões, arritmia cardíaca e parada cardíaca. A ingestão de 1g da planta por kg de peso vivo, é suficiente para causar a morte em animais (242).

 

OUTRAS PROPRIEDADES

  • Os caules fibrosos podem ser utilizados como matéria prima para a fabricação do papel.
  • A penugem que envolve as sementes, de consistência sedosa, pode ser utilizada para o enchimento de almofadas e travesseiros, além de já ter sido utilizada em cordoaria.
  • É melífera e ornamental.
  • É hospedeira do fungo Uromyces Hovei (93).
  • O látex da planta, colocado sobre uma isca (banana), é um eficiente raticida (192).

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Ora-pro-nobis-grande

Posted by Erva e Plantas Naturais em 20 de Abril de 2011

 

NOME CIENTÍFICO: Peireskia grandiflora Haw

 

FAMÍLIA BOTÂNICA: Cactaceae.

 

SINONÍMIA: Cacto-rosa, quiabento.

 

FITOLOGIA

Planta perene, de caule arbóreo, cilíndrico, ramoso e lenhoso, armado de inúmeros acúleos fortes, castanho-escuro ou pretos, 8-10 fasciculados, de 2-3cm de comprimento. Folhas sub-pecioladas, oblongo-lanceoladas, acuminadas, lisas na face ventral e áspera na dorsal. As flores são rosa-escuro com anteras amarelo-ouro, inodoras, com até 4cm de diâmetro, dispostas em rácimos terminais. O fruto é uma baga periforme, obtusa, 3-angulosa, com cerca de 3cm de comprimento, contendo 4-5 sementes pretas, obovóides-achatadas, luzidias.

 

CLIMA

Em regiões tropicais chega a atingir um porte arbóreo, mas também se adapta às subtropicais, com porte  menor. É heliófita e xerófita.

 

SOLO

Prefere solos leves, sílico-siltosos, bem drenados e profundos. Não tolera solos muito úmidos e ácidos.

 

AGROLOGIA

  • Ambiente:  o cultivo pode ser feito na periferia da propriedade, como cerca-viva.
  • Espaçamento : 1,5 x 1,5m.
  • Propagação: estacas de ramos e sementes. As estacas são enraizadas em areia ou vermiculita. As sementes apresentam germinação muito lenta e o crescimento das plântulas também é muito demorado. Aclimatar as mudas sob tela de sombrite 50% de sombra.
  • Plantio: primavera, quando as mudas apresentam 8 a 10 folhas definitivas.
  • Florescimento: setembro a fevereiro.
  • Colheita: inicia a partir do segundo ano de cultivo.

 

PARTES UTILIZADAS

Folhas e frutos maduros.

 

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS

É mucilaginosa, hidratante, cicatrizante e nutritiva.

 

INDICAÇÕES

Utilizada no tratamento de queimaduras, ferimentos e úlceras internas e externas.

 

OUTRAS PROPRIEDADES

  • Produz frutos comestíveis.
  • As folhas, ricas em proteína, podem ser consumidas como salada.
  • Pode ser utilizada como cerca-viva.
  • A planta e as flores são bastante ornamentais.
  • Serve de porta-enxerto para outras espécies de cactáceas (93).

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Ora-pro-nobis-miúda

Posted by Erva e Plantas Naturais em 20 de Abril de 2011


NOME CIENTÍFICO: Peireskia aculeata Mill. 

 

FAMÍLIA BOTÂNICA: Cactaceae.

 

SINONÍMIA

Groselha-da-américa, trepadeira-limão, groselha-dos-barbados, groselha-das-antilhas, groselheira-das-antilhas, jumbela, rosa-madeira.

 

HABITAT

Espécie alóctone, originária da Argentina. 

 

FITOLOGIA

Arbusto perene, escandente de ramos longos, suculentos, com espinhos. As folhas são lanceoladas, quase sésseis, glabras, planas, carnosas e verde-escuras. Inflorescências curtas, numerosas, com flores cor creme-amareladas, dispostas em pequenas panículas terminais, mais ou menos racemosas. As flores abrem-se pela manhã e fecham-se a tarde. Apresentam um aroma muito forte. O fruto é do tipo baga, pequeno e amarelo.

 

CLIMA

Espécie de clima subtropical. É heliófita.

 

SOLO

Prefere solos leves, areno-siltosos e ricos em matéria orgânica. Não se adapta a solos muito úmidos e ácidos.

 

AGROLOGIA

  • Ambiente: devido a vegetação muito luxuriante e cerrada e aos numerosos espinhos, é aconselhável instalar o plantio ao longo de cercas.
  • Espaçamento : 2,0 x 1,5m.
  • Propagação: estacas de ramos novos. As estacas são enraizadas em areia ou vermiculita e aclimatadas sob telado de sombrite a 70% de sombra, sob irrigação por nebulização.
  • Plantio: primavera.
  • Adubação: 2kg/planta de composto orgânico ou 1kg/planta de cama de aviário.
  • Florescimento: março a abril.
  • Colheita: inicia 8 a 10 meses após o plantio.

 

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS

As folhas são emolientes e os frutos são expectorantes e anti-sifilíticos (93).

 

INDICAÇÕES

Abranda inflamações, alivia queimaduras de pele e recupera a pele (128).

 

OUTRAS PROPRIEDADES

  • As folhas e frutos são suculentos e ricos em proteínas, podendo ser utilizadas como salada, refogados, sopas, angu e omeletes.
  • A planta pode ser utilizada como cerca viva, quase que inexpugnável.

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Orégano

Posted by Erva e Plantas Naturais em 20 de Abril de 2011

 

NOME CIENTÍFICO: Origanum vulgare L. 


FAMÍLIA BOTÂNICA: Lamiaceae.

 

SINONÍMIA: Oregão.

 

HABITAT

Espécie alóctone, originária da Ásia e Europa Ocidental, onde cresce espontaneamente em colinas expostas.

 

FITOLOGIA

Planta herbácea, rasteira ou decumbente, vivaz. As folhas são ovadas, inteiras, aromáticas, curto-pecioladas, sutilmente pontuado-pilosas. Flores dispostas em verticilos paucifloros, reunidas em espigas e estas em corimbos dispostos em panículas amplas, com brácteas grandes. Cálice campanulado, com 5 dentes subiguais e corola bilabiada. Fruto tetraquênio, liso e ovóide-oblongo.

 

CLIMA

É de clima temperado, adaptando-se ao subtropical, seco. É planta heliófita. Chuvas em excesso são prejudiciais, afetando o desenvolvimento e a produção de óleos.

 

SOLO

Prefere solos férteis, bem drenados e de natureza calcária.

 

AGROLOGIA

  • Espaçamento: 0,70 x 0,35cm (40.816 plantas/ha).
  • Propagação: sementes, estacas e divisão de touceiras. As sementes são postas a germinar em bandeja de isopor contendo substrato organo-mineral. As touceiras podem ser plantadas diretamente a campo, em canteiros. As estacas são enraizadas em areia ou vermiculita sob telado de sombrite a 70% de sombra, sob irrigação por nebulização.
  • Plantio: outono e primavera.
  • Herbicida: trifluralina (48% – 2 litros/ha) e pendimetalin (33%- 3 litros /ha), pré-plantio e prometrina (50% – 3 litros/ha), em pós-plantio (448).
  • Colheita: ocorre no verão, quando ocorre o florescimento.
  • Rendimento: 0,64kg/planta (277) ou de 8 a 17t/ha (357).

 

PARTES UTILIZADAS

Folhas.

 

FITOQUÍMICA

Sabineno (3,13 a 9,55%), cis-b-ocimeno (0,17 a 9,07%), p-cimeno (0,52 a 29,76%), cariofileno (15,25 a 28,24%), timol (0,27 a17,35%) (277), carvacrol (368) e terpineol (93).

 

PROPRIEDADES ETNOTERAPÊUTICAS

É excitante, carminativa, vulnerária (93), antiespasmódica, digestiva, aperiente, antisséptica, expectorante, parasiticida e tônica (294). As flores, em compressas, são emolientes (128). É utilizada externamente como anti-reumática (283).

 

INDICAÇÕES

Indicada para eliminar a caspa, tratar menstruações difíceis e combater resfriados (294).

 

FORMAS DE USO

  • Infusão: 1 colher das chá de folha em 1 xícara das de chá de água quente. Abafar por 10 minutos. Coar, adoçar com mel (digestivo e menstruações difíceis).
  • Vinho: macerar durante 8 dias 50g de orégano em 1 litro de vinho branco seco. Coar e tomar 2 cálices ao dia (estimulante do apetite).
  • Inalação: Ferver em ½ litro de água 2 colheres das de sopa de orégano. Fazer inalação dos vapores (resfriados).
  • Decocção: ferver 30g de orégano em 1 litro de água, durante 10 minutos. Coar e enxaguar os cabelos previamente limpos para eliminar a caspa (294).

 

OUTRAS PROPRIEDADES

  • Tempero de pizza, de pratos à parmiggiana, saladas (de tomate) e carnes.

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